25 de agosto de 2010

Mas, não vá longe, por favor. Vai até onde meus olhos possam te ver. Até onde, possamos estar de mãos dadas.(...)

 Foi como se você tivesse ido embora para sempre, sem se despedir. Nem um beijo. Nem uma palavra. Nem mesmo um olhar vazio. Escutei sua voz longe, descendo a rua. Em mim, o silêncio gritava. Uma dor sem tamanho, no coração disparado. Três horas de desespero, onde as idéias mais loucas fizeram festa. Onde o medo decorou as paredes. Tudo de repente perdeu a cor. Eu, perdi o ar. O chão. A voz. Deitei com o celular ao lado do travesseiro e a paz escondeu-se embaixo da cama. Eu me concentrei nas coisas boas. Em você. Em nós. Em seus olhos, que tanto amo. Aos poucos, pude respirar. Engoli o choro. Fingi calma. Mais uma tentativa para ouvir sua voz. Para finalmente poder dormir. Já era tarde. Eu não queria, mas precisava descansar. Meu coração, precisava de alívio. Eu precisava de você. Eu tinha decidido, desistir. Uma decisão dolorosa. Lenta. Aguda. Afiada. Como uma faca, atravessando minha memória. Meus pensamentos. Nossos momentos. Não era pra tanto. Eu sei. Mas, eu tenho uma tendência ao exagero que me enlouquece. Uma cabeça que não pára, onde o pouco, pode ser o fim. O fim me assusta. Porque nem sempre volto. Então, você liga. Eu respiro. A paz senta-se ao meu lado. A tristeza, tenta em vão ser minha amiga. Sua voz, ali. Do outro lado. Direto para o meu coração, que agora bate compasadamente. Calmo. Feliz. Rimos do meu desespero. Lamentamos sua demora. Sonhamos juntos. Nos abraçamos de longe. E ficamos ali, abraçados a noite inteira. Em nossos sonhos. Na vontade declarada de sermos um para sempre e por mais tempo. Todo tempo. E em todo lugar.


(eu simplesmente não consigo viver sem você)

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