19 de agosto de 2010

cicatrização da alma!

É como se houvesse vida, somente da ponte pra lá. É como se o arco-íris não chegasse até aqui ! Esse vazio me consome e me faz sentir sozinha; é como se faltasse algo, é como se nada que chegue até a mim seja grande o suficiente pra preencher esse espaço vago. Sentimento de dúvida, angústia. Sem saber se vai ou se fica. Me corroe por dentro tanta indecisão. Sede de amor, cara limpa, gente nova; sede de positividade. Dói quando se machuca um braço, uma perna, mas ameniza a dor quando cicatriza o machucado. Mas quando se fere e machuca alma, nenhuma cicatrização é suficiente, o espaço ferido fica num mútuo vácuo de dor e lamentação, sem saber o remédio pra tanta dor e angústia. Eis a vontade de fazer tudo sumir em um simples estalo de dedo. Me perco por aí de mãos dadas com a minha imaginação, querendo chegar há algum lugar onde as feridas não entrem; onde sorrisos e simplicidade sentem juntos na mesma mesa pra jogarem uma partidinha de truco. Quero muito mais do que me desfazer desses tormentos, queria eu poder torna-los mortais para que não conseguissem se alojar na alma de mais ninguém. Quero muito mais que um lugar só meu, eu quero o pôr-do-sol inteirinho só pra mim.

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